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Professor da UFRB de Amargosa e de outras universidades identifica composto promissor contra dor e inflamação usando peixe-zebra

  • Foto do escritor: Nova Amargosa FM
    Nova Amargosa FM
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas de universidades públicas brasileiras revelou um composto com potencial para se tornar um novo medicamento contra dor e inflamação. O estudo investigou as propriedades do complexo metálico [Eu(dbm)₃.LAP], derivado do lapachol, substância encontrada em plantas brasileiras, e observou efeitos positivos em testes realizados com peixes-zebra adultos.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade do Vale do Acaraú (UVA) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).

Como funciona o estudo

Os pesquisadores utilizaram o peixe-zebra, um dos modelos mais modernos da farmacologia, para avaliar a ação do composto sobre o canal nervoso TRPA1, uma proteína presente em neurônios sensoriais que está diretamente relacionada à percepção da dor e a processos inflamatórios.

Quando esse canal é ativado, os animais apresentam comportamento de hiperlocomoção — um indicador biológico de desconforto e dor. O composto foi administrado e comparado a substâncias conhecidas, como cânfora e morfina.

Resultados promissores

Os testes mostraram que o complexo reduziu significativamente respostas inflamatórias e sinais de dor, principalmente na fase inflamatória das reações avaliadas. Além disso, o efeito foi bloqueado pela cânfora, o que indica que a substância atua diretamente modulando o canal TRPA1.

Os cientistas também observaram:

  • redução do edema causado por carragenina;

  • diminuição do estresse oxidativo em tecidos nervosos e hepáticos;

  • forte estabilidade molecular em simulações computacionais.

Modelagens realizadas em computador apontaram ainda boa absorção intestinal, capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica — o que é essencial para medicamentos que atuam no sistema nervoso — e baixa probabilidade de efeitos colaterais cardíacos.

Importância para a medicina

A dor continua sendo um dos problemas de saúde mais comuns e difíceis de tratar. Mesmo com diversos medicamentos disponíveis, muitos apresentam efeitos adversos importantes ou risco de dependência, como ocorre com opioides.

Segundo os autores, o canal TRPA1 surge como um dos alvos terapêuticos mais promissores para o desenvolvimento de novos analgésicos, e o composto testado demonstrou potencial para atuar exatamente nesse mecanismo.

Próximos passos

Embora os resultados sejam considerados iniciais, eles indicam um caminho promissor para a criação de medicamentos mais eficazes e seguros. Novos estudos ainda serão necessários, incluindo testes em outros modelos animais e, futuramente, ensaios clínicos em humanos.

A pesquisa contou com a participação de diversos cientistas, com funções específicas em cada etapa do estudo. As pesquisadoras Emanuela de Lima Rebouças Borges, Antonio Wlisses da Silva, Erick Patrick Alves Moreira e Matheus Nunes da Rocha foram responsáveis pela conceitualização do trabalho e pela redação do rascunho original do manuscrito. Já Hélcio Silva dos Santos atuou na supervisão do projeto e na obtenção de financiamento. A supervisão científica, revisão e edição do artigo ficaram a cargo de Jorge Fernando Silva de Menezes, Aluísio Marques da Fonseca e Maria Izabel Florindo Guedes, enquanto Emmanuel Silva Marinho também contribuiu com a supervisão, captação de recursos e revisão final do texto. Todos os autores participaram da leitura crítica e aprovaram a versão final do manuscrito antes da publicação.

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