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Doenças respiratórias têm alta em meio a festas e alteração no clima


O fim das festas de São João podem trazer uma velha conhecida: a gripe. Segundo especialistas, o aumento nas infecções respiratórias nesta época do ano pode chegar a 35% em função da mudança do tempo e queda na temperatura.


Outros fatores também facilitam o desenvolvimento de infecções respiratórias ou crises alérgicas. “As pessoas ficam mais confinadas devido a mudança brusca de temperatura, somado a isso temos os fatores da festa junina com fogos, fogueira. Tudo isso irrita as vias aéreas tornando as pessoas mais vulneráveis a gripes, a covid, infecções virais e infecções alérgicas”, explica Guilhardo Ribeiro, pneumologista e supervisor da Residência Clínica Médica no Hospital Santa Izabel.


Segundo o pneumologista, o retorno das festas juninas também contribuiu para a disseminação dos vírus. “As aglomerações sempre foram fatores de risco para transmissão de vírus respiratórios. Nós já tínhamos esse aumento de casos de vírus respiratórios nesse período do ano associado ao clima e aglomerações. Então, é esperado que a gente veja um aumento no número de casos”, afirma a infectologista do Hospital Santa Izabel, Lorena Galvão.

É importante saber a diferença entre a gripe e o resfriado. “Os sintomas do resfriado são só nariz entupido, garganta irritada e sem febre. O apetite fica normal. Já a influenza inclui a tosse, dor de cabeça, dor no corpo, na garganta e nas articulações, moleza, indisposição”, pontua o pneumologista.


O recomendado para quem ficou doente após as festas juninas é realizar um teste rápido. “Em torno do terceiro dia é importante que o indivíduo faça a testagem para afastar infecção pelos Sars -Cov-2, ainda que esse paciente tenha um quadro leve”, enfatiza Lorena.


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou, ontem, no Instagram oficial da pasta uma lista das 30 unidades básicas de saúde que realizam testes rápidos gratuitamente. Além disso, a vacinação contra a gripe e o sarampo retornou, ontem, em 156 unidades de saúde de Salvador e permanecerá ativa até o fim dos estoques.

De acordo com a infectologista Lorena Galvão, todas as lições que aprendemos nos últimos dois anos devem ser seguidas. “A utilização de máscaras – principalmente em ambientes fechados ou com aglomerações -, a higiene das mãos. Isso é algo que precisa ser incorporado culturalmente. O indivíduo começou a ter sintomas respiratórios, deve buscar o isolamento”. (ATarde)

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