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Baiano é espancado em discoteca após xenofobia em Portugal


O brasileiro Douglas Rosa foi agredido enquanto curtia uma festa em uma discoteca na cidade de Faro, em Portugal. Ele, que é baiano e trabalha no setor da construção civil na zona turística de Algarve, ficou gravemente ferido após as agressões.

Ao lado da esposa, Gislene Rosa, e o amigo venezuelano, Juan López, o baiano, que mora em Portugal há três anos, estava comemorando o aniversário de uma amiga na discoteca Call In, na madrugada do último domingo (7).

De acordo com informações do site O Globo, os seguranças do estabelecimento já tem histórico de xenofobia e teriam sido preconceituosos desde a entrada do grupo de imigrantes na boate. Gislane, que é ajudante de cozinha, relatou as discriminações feitas pelos seguranças e levou para a delegacia.

“Houve xenofobia desde o momento em que começamos a cantar nossas músicas latinas. Outros grupos estavam dançando e cantando, mas só pediram para a gente se calar, em tom agressivo e grosseiro, porque estávamos fazendo barulho. Não entendemos, porque pagamos para dançar e cantar”, disse Gislane, que ainda contou que pediu ao DJ que tocasse músicas brasileiras.

Após o pedido, os homens do grupo de imigrantes foram retirados da discoteca a pontapés. O baiano Douglas foi espancado na calçada da boate, desmaiando no local.

“Foram todos os homens colocados para fora à força e aos pontapés. Lá fora, deram uma paulada na cabeça do meu esposo, que desmaiou. Mesmo assim, continuaram golpeando com chutes e pauladas nas costas, rosto e cabeça”, contou.

Devido às agressões, Douglas passou por uma cirurgia no rosto. Essa não é a primeira vez que brasileiros são agredidos em Portugal. No último dia 24 de julho, outro homem foi agredido e morto na porta de uma boate em Lisboa.

O estabelecimento enviou uma nota informando que não aceita esse tipo de comportamento em sua discoteca.

“Houve troca de agressões em frente à Call In envolvendo cidadãos alheios à empresa. Estamos à procura da melhor solução para o ocorrido. Sempre recebemos pessoas de todos os gêneros e nacionalidades, com funcionários qualificados e preparados para oferecer o melhor serviço. Não nos identificamos com comportamentos preconceituosos e estamos sempre a combater tais atitudes. Estamos a colaborar com as autoridades no sentido de atribuir responsabilidades. Lamentamos que este tipo de episódios ainda aconteçam”, informaram. (Correio)

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